Corredor Ecológico A Voz do Vale é o Canal de Comunicação do Vale do Paraíba http://www.corredordovale.org.br/ Envolvimento, Parcerias, Ações e Resultados
Produzir alimentos, madeira, criar animais e ainda ajudar na preservação ambiental, com rentabilidade econômica e qualidade de vida para os pequenos produtores. Esta é a definição de agrossilvicultura que serve de base para o desenvolvimento do  Projeto “Experimentação em Agrossilvicultura  e Participação Social: Estudo de Caso  em Joanopólis”. Iniciado em 2005 e  coordenado pelo Núcleo de Apoio e Pesquisa à Extensão da Esalq/USP, conta com o apoio, da Fibria, da Prefeitura de Joanopólis, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral) entre outros.“Na essência, a questão do projeto é construir respostas sustentáveis aos desafios atuais da agricultura familiar, só que a idéia é fazer isso junto aos agricultores através da prática, valorizando o conhecimento deles e também o conhecimento técnico”,  explica Mariana Guyot, engenheira agrônoma. Estão entre as experimentais desenvolvidas pelos agricultores e técnicos: a Fruticultura Ecológica, o TUMES (Teste de Uso Múltiplo de Eucalipto), o Café Ecológico Diversificado e o Pastoreio Racional Voisin. Cada um deles está sob o olhar atento de uma família de agricultores. Ao apoiar essas iniciativas o Projeto procura mostrar que de prosa em prosa e de atitude em atitude o futuro pode ser melhorado.  Nos bairros da Cachoeira dos Pretos e do Cancã, as Associações dos Amigos do Bairro já se mobilizavam para junto aos agricultores e moradores solucionarem problemas socioeconômicos do local e o Projeto atuou em parceria com essas iniciativas para estimular a organização social “Durante o processo de desenvolvimento surgiram outras organizações, como a Associação dos Produtores Orgânicos de Joanópolis e a Cooperativa em Serras e Águas. Estas organizações visam fortalecer a agricultura familiar, especialmente no que se refere ao escoamento de seus produtos”, comenta Guyot.Para mais informações é só procurar o Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão em Educação e Conservação Ambiental - NACE/PTECA, da USP-Piracicaba ou entrar em contato com pteca@esalq.usp.br

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O futuro acontece em ações simples
“Há que se cuidar do broto, pra que a vida nos dê flor,flor e fruto”( Milton Nascimento- Coração de Estudante)                                                                                                          No início do mês de Setembro, em Avaré, o Programa Semente do Amanhã colheu os primeiros frutos, ganhou o primeiro lugar como melhor prática em Educação Ambiental do Estado de São Paulo, na VII edição do Diálogo Interbacias de Educação Ambiental em Recursos Hídricos. Pequeninas como as sementes, as crianças de 1ª a 4ª séries; alunos de classes especiais da Rede Municipal de Educação de Guaratinguetá e APAE são a razão do Semente do Amanhã. O Programa já capacitou 300 professores; a meta é envolver além da comunidade, cerca de 430 profissionais entre professores,diretores,vice-diretores, funcionários e coordenadores pedagógicos. As aulas e oficinas desenvolvidas pelo Semente do Amanhã estão na  grade curricular dos alunos.Iniciado em 2005, o desenvolvimento do Programa surgiu da iniciativa da Prefeitura Municipal de Guaratinguetá, por meio das Secretarias Municipais de Educação e Agricultura e Meio Ambiente, BASF, Polícia Ambiental do Estado de São Paulo , Cooperativa Amigo do Lixo, SAEG, GAPAG. Em 2007, o Semente do Amanhã recebeu pela primeira vez um investimento estadual - FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) para realizar suas ações nas escolas municipais de Guaratinguetá e em 2009 já apresenta mais um projeto aprovado, neste mesmo órgão, para dar continuidade às atividades.O Programa planta sustentabilidade a partir de quatro temáticas: lixo, água , fauna e flora. A coleta seletiva é uma das atividades para despertar a consciência ambiental e o resultado já é visível como explica a coordenadora do Semente do Amanhã, Gisele Gama “agora, no município temos a coleta em toda cidade (três vezes na semana do lixo seco e três vezes do lixo úmido). Há escolas que fazem um ótimo trabalho com relação aos resíduos, tanto que os horários de recreios já são impecáveis, sem qualquer lixo no chão, tudo separado” comenta. O Semente do Amanhã está presente em 17 escolas municipais urbanas, 10 escolas rurais e, APAE. Os resultados do Programa poderão ser conferidos, ainda este ano, no Fórum de Educação Ambiental, do dia 10 ao dia 13 de Novembro, no auditório Senac de Guaratinguetá. Quem se interessou pelo Programa Semente do Amanhã pode entrar em contato pelo email sementedoamanha2009@hotmail.com, site:http://www.programasementedoamanha.com.br   ou por telefone (12) 3133 6545.Por Adnyce Oliveira

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Semeando Sustentabilidade
Palmeira Juçara é fonte de energia e renda              De grão em grão, de passo em passo, de gota em gota, o que importa mesmo é começar, como faz o Semeando Sustentabilidade, projeto da Akarui- Oscip da região do Vale do Paraíba- que conta com o apoio da Fundação Florestal e da Prefeitura Municipal de São Luiz do Paraitinga.Desde 2007, a Akarui mostra na prática que nem só de palmito vive a Juçara. A polpa (que lembra o açaí) e a semente da Palmeira são atualmente fontes de renda para produtores rurais dos municípios de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra. Enquanto a venda de 70 cm de palmito rende aproximadamente R$4,00, a coleta das sementes pode chegar aos R$ 26,00.A Palmeira Juçara é uma das espécies da Mata Atlântica que correm risco de extinção, o projeto já plantou 63.200 mudas e 97,5 kg de sementes. Com quase 12 anos para frutificar, saber utilizar o solo e outras formas de sustento vindas da Juçara é um dos caminhos para preservar e cultivá-la.Atualmente, 20 produtores rurais estão envolvidos com as etapas de produção de mudas, sementes e polpas. Daniela Coura, coordenadora do Semeando Sustentabilidade fala do projeto “a Akarui implantou o Programa Continuado de doação de mudas de juçara, a fim de promover o repovoamento da palmeira nos municípios de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra e o Manejo Sustentável da Palmeira Juçara”, conclui.Iniciada em Agosto, a terceira fase do Semeando Sustentabilidade reforça a necessidade e a importância do Manejo Sustentável no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Santa Virgínia.  E o provérbio já alertava: fosse como fosse, de semente em semente ou de qualquer outro modo “devagar se vai ao longe”, então é aproveitar a energia da Juçara e mãos à terra.Por Adnyce OliveiraObservação: O Semeando Sustentabilidade é um dos projetos encubados pela VCP e integra as ações do Projeto Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, para participar entrar em contato com akaruislp@gmail ou por telefone: (12) 3671-2337.

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Lendas do folclore
As cidades do Vale do Paraíba são ricas em lendas e folclore. O Saci é um personagem muito conhecido, mas há também outras lendas típicas das cidades do Vale. Foi o que ouviram os pesquisadores do Instituto Tomie Ohtake na última visita a São Luís do Paraitinga. Um dos entrevistados para a pesquisa do Instituto conta: “Corpo Seco é uma lenda rural muito forte. O espírito fica vagando entre o céu e a terra e às vezes ele desce e se apresenta no meio dos túmulos do cemitério assustando as pessoas. É uma coisa do demônio. Tem uma historinha: O demônio nada pode sobre a nossa vontade , muito pouco sobre a nossa inteligência e tudo sobre a nossa imaginação”. “O Cabrá, minha tia que contava, é um enorme gigante que rouba crianças, com uma enorme barriga. Vive com a mão esquerda na barriga e a direita num grande cachimbo. Ele rouba criança e põe dentro do cachimbão e engole o cachimbo”. Relato de Benito Campos para a pesquisa do Instituto Tomie Ohtake. Por Paula Piccin

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Cultura e Meio Ambiente no Vale
A cultura do Vale do Paraíba está intimamente ligada aos aspectos ambientais. Esta foi uma das conclusões da pesquisa promovida pelo Instituto Tomie Ohtake, cujos resultados foram recentemente divulgados. De acordo com o Instituto, o meio ambiente permeia a vida e o trabalho de algumas expressões culturais na região, e estas são afetadas diretamente pelos problemas e dificuldades ambientais. É o caso da arte com fibras: “a taboa sofre com a urbanização, com a canalização dos córregos que estão próximos à cidade. Com isso, a colheita da fibra fica cada vez mais distante do artesão que vive na área urbana”, indica a pesquisa. Já para os artesãos da madeira dos municípios pesquisados, a dificuldade está em conseguir matéria-prima, já que o corte de madeira é proibido por lei. Assim, os marceneiros esperam pelas árvores podadas pela prefeitura ou que, por alguma razão foram retiradas em áreas privadas.A natureza está presente também na vida do contador dos causos do Vale: “em todos os versos que ouvimos há uma referência ao desrespeito à natureza, à distância que se cria entre o homem e a natureza. A lenda do saci, que nasce do nó do taquaruçu, explora bem a questão do meio ambiente, pois o taquaruçu está em extinção na região, que sofre agressão à mata virgem”, afirma o relatório do Instituto. ValoresOs valores familiares foi outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores. Segundo o levantamento, a família está muito ligada com o fator cultural e com a transmissão de valores na sociedade, nas cidades que foram analisadas.Acreditamos que a relação de afeto, observada nessas famílias, é o fator determinante da relação de afeto com o objeto criado, com a manifestação cultural. É no ambiente familiar que encontramos a origem e conservação do que essas manifestações culturais estão transmitindo: a essência pura do ser humano. (Pesquisa Instituto Tomie Ohtake)Por Paula Piccin

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Olhares sobre o Vale
Juntamente com as entrevistas pessoais, o Instituto Tomie Ohtake realizou um registro fotográfico buscando retratar o “fazedor de cultura” e a sua relação com o trabalho que realiza. Confira abaixo um pouquinho deste registro. “Os entrevistados nos revelam um mundo simples, onde a vida está permeada de alegria e sentimentos verdadeiros através da expressão de sua arte. Através das nossas entrevistas levamos uma valorização aos entrevistados, fazendo-os refletir sobre a questão e aumentando sua auto-estima. Pesquisas são importantes porque buscam o conhecimento através do relato dos ‘fazedores de conhecimento’.” Instituto Tomie Ohtake.Por Paula Piccin

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Troca de Experiências 
No dia 26 de Março, aconteceu em Lorena, a quarta edição do Fórum Florestal de São Paulo foi marcada pela participação do setor florestal paulista e de instituições socioambientalistas empenhados na conservação da Mata Atlântica tanto nas áreas das empresas florestais como na região do Vale do Paraíba. O Fórum faz parte da iniciativa Diálogo Florestal.  O destaque do encontro foi a apresentação do projeto Corredor Ecológico do Vale do Paraíba( CEVP) em andamento no Vale.  Paulo Valladares, secretário executivo do projeto, destacou a importância da convergência de esforços entre empresas, instituições e sociedade para que as ações repercutam, de modo a incentivar a prática da conservação e da restauração da Mata Atlântica.  O objetivo central do Projeto Corredor coincide com as diretrizes do Diálogo Florestal. O principal resultado do encontro foi a troca de experiências dos participantes em projetos socioambientais que podem se constituir num banco de práticas replicáveis dentro da região do Corredor e até mesmo para outras regiões do Estado. Entidades participantes e empresas   criaram um Grupo de Trabalho que será responsável por transformar estas experiências em nova ações práticas dentro da área de abrangência do CEVP. O encontro mediado pela jornalista Maria Zulmira de Souza. As seguintes empresas e entidades fazem parte do  Fórum Regional de São Paulo são: Votorantim Celulose e Papel, Suzano Papel e Celulose, DURATEX, EUCATEX, NOBRECEL, Melhoramentos, Ripasa, Lwarcel, Instituto Eco-solidário, Itapoty, Pró-Muriqui, Biodiversa, Fundação SOS Mata Atlântica, The Nature Conservancy (TNC), Vale Verde, Instituto Ecofuturo, Frepesp, Instituto Oikos, IPE, Instituto Ecoar,  ISA, Conservação Internacional, Apoena, ONG Copaíba, Unavale, Fundação Cristiano Rosa, entre outras.

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Vale do Paraíba: o “fazedor de cultura”
O Instituto Tomie Ohtake, organização participante do Projeto Corredores do Vale, divulgou recentemente os resultados de sua pesquisa sobre a cultura e sociedade no Vale do Paraíba. São Luís do Paraitingá, Guaratinguetá, Lorena, Redenção da Serra e Natividade da Serra foram os cinco municípios percorridos pelos pesquisadores do instituto durante cerca de um mês. A idéia deles foi vivenciar durante alguns dias a realidade local e traçar um perfil sociocultural da região. Isso ajudará no desenvolvimento dos trabalhos culturais que o Tomie Ohtake irá futuramente promover nestas cidades: o ensino de marcenaria para crianças e jovens, o festival Monteiro Lobato de cultura local e o ateliê nômade. Para a realização da pesquisa, foram entrevistados os principais “fazedores de cultura” do Vale. Ou seja, pessoas ligadas às tradições culturais da região, aqueles que produzem artesanatos (cerâmica, bordado, cestaria, pintura, escultura, crochê, marcenaria), música, dança e culinária; os contadores de histórias, “causos”; os construtores de bonecões, e ainda os professores, líderes de ONGs e diretores de cultura nas suas cidades. “O levantamento nos permitiu conhecer a história da atividade artística e sua relação com a comunidade”, afirma a pesquisa. Quando se conhece mais profundamente as expressões e fenômenos culturais de uma sociedade, é possível, segundo o Instituto, entender a história e as tradições da região, além de traçar perspectivas para o seu futuro.  É o que busca o projeto Corredores:  trabalhar junto com a comunidade do Vale do Paraíba, valorizando a cultura popular e conservando as suas riquezas naturais. Por Paula Piccin

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